"Não existe corrente forte com elos fracos"

quinta-feira, 1 de março de 2012

CARTA AOS ASSOCIADOS DA COOMIGASP

2012-02-12 18:18

Depois da realização em 29/01/2012, da Assembléia Geral Ordinária que elegeu novo Conselho de Administração e novo Conselho Fiscal da COOMIGASP, é momento de refletir sobre a direção da COOMIGASP, a mudança almejada por grande parte dos associados não aconteceu.

Numa sociedade cooperativista, a administração obrigatòriamente tem que ser democrática. A Diretoria tem o dever e a obrigação de defender os interesses e o patrimônio dos associados, respeitar e acatar as normas do Estatuto Social, respeitar os associados, permitir a livre participação dos associados nas discussões, nos debates e nas decisões. Todo associado tem direito à livre escolha nas suas decisões, sem interferência de quem quer que seja.

A COOMIGASP, assim como, qualquer cooperativa, precisa ser administrada com democracia. Os Diretores, sem exceção, devem respeito às Leis, ao Estatuto Social e aos associados em geral. Infelizmente, contrariando aos princípios cooperativistas, nos últimos mandatos, a COOMIGASP passou a ser usada para defender interesses de terceiros. Essa situação agravou-se ainda mais, a partir de 2007, quando então, através da realização de Assembléias Gerais irregulares e interferência de pessoas estranhas ao quadro social, sofreu grande perda patrimonial e enorme endividamento.

O Presidente Valdé, depois de aprovar irregularmente a Proposta da COLOSSUS em 08/07/2007, 49% para a COOMIGASP sem investimentos, e 51% para a COLOSSUS com investimentos, assinou um imoral contrato em 16/07/2007. Reduziu a participação da COOMIGASP de 49% para 25%, podendo chegar sua participação a menos de 5%, caso não realizasse investimentos proporcionais à sua participação. UM ESCÂNDALO EM QUALQUER PAÍS SÉRIO.

O atual Presidente, depois de aprovar irregularmente todas as exigências da COLOSSUS, nada informa de concreto aos associados, ninguém sabe como serão distribuídos os lucros da empresa aos associados. Ninguém sabe quanto vai receber. De acordo com o Projeto Ambiental, da produção anual de 3.540 quilos de ouro, sobrará para a COOMIGASP apenas 796,5 quilos, cada associado terá em torno de 1,54 gramas de ouro por mês, aproximadamente R$150,00.

Há tempos atrás, a Diretoria anunciou a distribuição de ações aos associados. Agora, anuncia a criação de um Holding para controlar as ações que a COOMIGASP tem na SPCDM, onde, 60% das ações serão da COOMIGASP e 40% das ações serão distribuídos aos associados. Com a criação do Holding, a participação dos associados de 25%, será reduzida para apenas 10% do lucro da SPCDM, pois, os dividendos serão calculados sobre as ações de cada associado. Com alguns reais mensais, ninguém vive com dignidade.

O Presidente da COOMIGASP nada esclarece, não diz quantas ações cada associado tem na SPCDM, não diz também, o valor estimado para cada ação. Nada fala sobre os rendimentos a cada associado. Simbolicamente diz que as ações de cada associado representam um barranco que tem ouro, no entanto, não diz quantas gramas de ouro contêm o referido barranco. Nunca, na história da COOMIGASP, tivemos um Presidente tão ditador, arbitrário, arrogante, egocêntrico, nestes quesitos, superou todos os anteriores.

Precisamos implantar o Projeto Mineral para benefício dos associados. Precisamos iniciar a produção dentro do menor prazo possível. Não concordamos com os desmandos administrativos, com os excessos e arbitrariedades do Presidente, com o endividamento desnecessário da COOMIGASP. Não concordamos com as condições do Contrato de Parceria.

postado por Joao Lepos

SERRA PELADA: Parceria COOMIGAP / COLOSSUS

– vantagens e desvantagens

Como mostrar vantagens na parceria COOMIGASP/COLOSSUS a quem acredita que só o trabalho constrói? A malfadada parceria nasceu de uma trama articulada para enganar os garimpeiros. Após empenhar 30 (trinta) anos de luta entregar nosso valoroso patrimônio de muitos bilhões por alguns milhões, não permite a qualquer cidadão normal enxergar vantagens nesta parceria.

Depender da disponibilidade de caixa da SPCDM, da manutenção de sua solidez financeira e sua necessidade de reinvestimentos, para depois receber 25% dos lucros, é inaceitável. Tramaram desde o início para tomar nossos diretos minerários, tramarão ainda mais para nada sobrar aos garimpeiros na fase produtiva. Uma vez desonesto sempre desonesto. Mesmo porque, nesta parceria, não temos nenhuma garantia, perdemos o Título Minerário, todas as decisões são da COLOSSUS, a submissa diretoria da COOMIGASP apenas obedece, usam a COOMIGASP para manipular e enganar os garimpeiros. Enganam agora, imaginem depois de iniciada a produção.

Denúncia ao DNPM

Através do Senador Senhor JOSÉ NERY, os garimpeiros em 18/03/2010, na Comissão dos Direitos Humanos do Senado Federal, tiveram a oportunidade de manifestar sua insatisfação. Naquela oportunidade, vários pronunciamentos ocorreram, destacamos as denúncias que apontaram irregularidades envolvendo o DNPM na Cessão do Direito Mineral da COOMIGASP para a SPCDM. As denuncias foram tão contundentes que o Diretor Geral do DNPM, Senhor Miguel Antonio Cedraz Nery, não viu alternativa a não ser assumir o compromisso de realizar Auditoria na referida Cessão de Direito Mineral, afirmando, caso comprovar alguma irregularidade providências serão tomadas.

Logo após, no dia 24/03/2010, os autores das denúncias protocolaram no DNPM, relatório com 20 (vinte) páginas, detalhando as citadas denúncias acompanhadas de documentos comprobatórios, solicitaram o retorno do Direito Mineral para a COOMIGASP.

Conseguimos apurar que o relatório foi analisado pela Procuradora - Chefe do DNPM, Senhora Ana Salett Marques Gulli e encaminhado ao Diretor Geral do DNPM em 04/05/2010. No dia 07/05/2010, assistimos em Curionópolis, o Ministro de Minas e Energia, Senhor Marcio Pereira Zimmermann assinar a Portaria nº 514, outorgando à SPCDM, concessão para lavrar Minério de Ouro, Minério de Paládio, Minério de Platina, na área dos 100 hectares da COOMIGASP. Constam da Portaria, Termo de Compromisso celebrado em 04/05/2010 ente a União, DNPM, SPCDM, COLOSSUS e COOMIGASP. O Termo de Compromisso pouco acrescentou de positivo, continuam zombando dos garimpeiros.

O MME e o DNPM elaboraram o Termo de Compromisso apenas para proteger a Colossus e seus asseclas. Na CLÁUSULA SÉTIMA do Termo de Compromisso, o Governo exige da COOMIGASP, submeter novamente à apreciação da Assembléia Geral dos associados, a aprovação da cessão de direitos minerários em favor da Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral. È uma imoralidade. Imoral porque na Assembléia Geral de 08/07/2007 esse assunto não foi apresentado, não foi discutido, não foi votado, porém na Ata da referida Assembléia consta a transferência dos nossos direitos minerários. Imoral porque na Assembléia Geral realizada em 08/11/2009 com a denominação de Terceiro Termo Aditivo, camuflaram o atual Contrato, aprovando-o sem apresentação e discussão. Imoral porque mesmo tendo conhecimento das irregularidades o MME assinou a Portaria nº 514, outorgando à SPCDM os direitos minerários anteriormente pertencentes à COOMIGASP.

A Portaria 514, de 07/05/2010 é o resultado de uma sucessão de irregularidades e ilegalidades praticadas com o propósito específico de ludibriar os associados da COOMIGASP. Ao longo de mais de três (3) anos, realizaram ilegalmente várias Reuniões e Assembléias, omitiram esclarecimentos aos associados, mentiram, enganaram, chantagearam, manipularam votação, forjaram atas e outros documentos, tudo para beneficiar a Colossus e prejudicar os associados.

O DNPM recebeu as irregularidades denunciadas, analisou-as, considerou as denúncias legítimas e verdadeiras, porem, como solução mandou realizar Assembléia Geral para validar todas as ilegalidades cometidas.

Apesar de o DNPM constatar vícios e ilegalidades nos documentos apresentados pela COOMIGASP, apesar de não ter a COOMIGASP apresentado nenhuma Ata de Assembléia Geral legal autorizando a transferência dos direitos minerários par a SPCDM, mesmo assim o DNPM aprovou a transferência dos direitos minerários da COOMIGASP para a SPCDM.

A decisão do Governo de exigir da COOMIGASP a realização de uma Assembléia Geral para forçar uma aprovação da cessão dos Direitos Minerários da COOMIGASP para a SPCDM, visa principalmente legitimar as decisões ilegais cometidas pelo DNPM e MME. Aprovada ou não a cessão de Direitos Minerários pela Assembléia Geral, as irregularidades cometidas pelo DNPM serão anuladas, como num passe de mágica tornam-se válidas as decisões ilegais praticadas pelos inatingíveis membros do DNPM e MME. Também, validam todos os atos ilegais praticados pela Diretoria da COOMIGASP. Tudo para beneficiar a poderosa Colossus e prejudicar os desprotegidos associados da COOMIGASP.

Sem MORAL e ÉTICA fica difícil resolver questão tão complicada.
Postado por Wanterlor Bandeira às 18:25

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O pior cego é aquele que não quer enchergar !

online | POLÍTICA | 04.OUT.10 - 11:40 | Atualizado em 17.06 - 16:46

Aliado de Lobão fez acordo de R$ 1 mi com cooperativa

Por AE
Planilhas da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) revelam pagamentos da empresa Colossus Minerals Inc., com sede no Canadá, para um escritório de advocacia de São Luís, Maranhão, que defende causas da família do senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Dados preliminares indicam que, no período em que o governo analisava o pedido da empresa para explorar o garimpo, foram repassados R$ 200,4 mil para a conta do advogado José Antonio Almeida. O valor do repasse pode ser apenas parte de um acerto maior. Uma minuta de contrato elaborado no período em que Lobão era ministro de Minas e Energia indica que a cooperativa e o escritório fizeram um acordo de R$ 1 milhão.

O advogado, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, nega ter recebido esse valor e não soube dar detalhes sobre os trabalhos jurídicos que teria prestado à cooperativa do garimpo para receber outros honorários.

O advogado, conhecido pelo apelido de Almeidinha, trabalhou na campanha política de Edison Lobão ao governo do Maranhão, em 1990, defendeu o empresário Edinho Lobão, filho do senador, em processo de uma emissora de TV em Imperatriz contra o INSS e atuou em causa do deputado federal José Sarney Filho (PV-MA). Almeida disse que se aproximou da Coomigasp por intermédio de Valdemar Pereira Falcão, o Valdé, ex-presidente da entidade e politicamente ligado a Lobão.

Dois meses atrás, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que aliados de Lobão montaram um esquema para controlar o processo de reabertura do garimpo, com criação de empresas de fachada e caixa dois. O senador negou participação no esquema e responsabilizou os aliados por eventuais irregularidades no processo.

Defesa

O advogado José Antonio Almeida afirmou que não atuou como "advogado direto" da cooperativa. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele disse que o contrato de R$ 1 milhão não foi fechado. "Não sei se chegou a ser assinado, mas se foi, não chegou a ser implementado", afirmou. "Não foi dado sequência a esse trabalho, não. Fiquei apenas com um contrato mensal", completou. "Se não me engano, equivalia a 10, 12 salários mínimos, valor mensal. É mais ou menos o parâmetro da época."

Questionado depois sobre valores mais altos que aparecem nas planilhas da cooperativa, o advogado "lembrou" ter recebido por um "trabalho extra". "Além do pagamento mensal, tenho impressão que (fiz) um parecer, mais alentado, de 50 páginas, para juntar num processo; me parece que cobrei à parte realmente", disse. "Não tenho certeza do valor exato, devo der cobrado R$ 50 mil, R$ 40 mil. Não tenho lembrança. É alguma coisa neste sentido."

Almeida disse não ter detalhes do processo, que poderia estar na 14.ª Vara Federal de Brasília. Na Vara, no entanto, não há processos com o nome do advogado. "Eu tenho de olhar, tem um tempo. O processo continua, não terminou. Acho que estava, acho, na 14.ª Vara Federal de Brasília."

"A minha ligação com a Coomigasp não tem nada relacionado com o senador", disse, referindo-se ao ex-ministro Edison Lobão. Uma coisa não tem nada a ver com a outra", afirmou. "Fui procurado pelo Valdé (Valdemar Pereira Falcão), que já me conhecia. Quando fui deputado federal, ele me procurava, como procurava outros deputados."

Desconhecimento

O geólogo Persio Mandetta, que esteve à frente da Colossus no Brasil, disse desconhecer a relação do escritório de Almeida com a empresa e a cooperativa. "Eu simplesmente desconheço qualquer coisa que tenha passado por mim em relação a isso aí, simplesmente desconheço", afirmou.

Questionado sobre outros escritórios de advocacia que tiveram honorários pagos com dinheiro da Colossus, ele respondeu: "Usamos alguns escritórios de advocacia, intermediados pela nossa parte administrativa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Acordem garimpeiros de Serra Pelada !

"A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus" - Ellen G. White.



quarta-feira, 9 de março de 2011
COOMIGASP: GASTO MILIONÁRIO
Fortuna era o que milhares de garimpeiros perseguiam no extinto garimpo de Serra Pelada, na década de 1980. Hoje, é o que a Coomigasp (Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada), uma das muitas entidades que os representam, está gastando com despesas mensais, desde que foi assinado acordo de extração com a empresa canadense Colossus Minerals Inc.

A mineradora repassa à Cooperativa mensalmente 300 mil reais, dinheiro que não estaria dando sequer para cobrir as despesas da entidade, algo em torno de 3,6 milhões de reais por ano.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (9), em Marabá, pelo próprio presidente da Coomigasp, Gessé Simão de Melo, durante encontro com garimpeiros na área de shows do clube Stop Todde.
O encontro foi uma espécie de prévia para a assembleia ordinária da categoria, marcada para o próximo dia 27 deste mês.
Falando à Imprensa, logo após a reunião, o presidente da Cooperativa disse que atualmente mais de 29 mil garimpeiros estão adimplentes com a entidade. A contribuição mensal de cada cooperado é de 5 reais, o que, somado ao repasse da Colossus, dá à Coomigasp quase R$ 450 mil de arrecadação.
O poster quis saber de Gessé Simão onde está sendo empregado tanto dinheiro. Ele evitou detalhes, explicando apenas que o recurso tem sido utilizado para “o pagamento do custeio operacional”, que seria aluguel das sedes de delegacias regionais da Coomigasp, gastos com energia, telefone, funcionalismo e outras despesas fixas. “Nós temos 15 delegacias funcionando em todo o país, porque antes o garimpeiro não tinha acesso à Cooperativa, quem morava lá em Teresina, no Piauí, pra chegar aqui era uma complicação muito grande. Hoje, lá tem delegacia e ele resolve lá mesmo a situação dele”, argumenta Gessé Simão, acrescentando que a diretoria também é remunerada. São 18 diretores, cada um recebendo salários mensais que vão de R$ 800,00 a R$ 5.600,00.
No próximo dia 27, receitas e despesas da Cooperativa serão apresentadas aos cooperados, durante assembleia geral na cidade de Curionópolis. Na pauta do encontro, além da prestação de contas, haverá eleição do novo Conselho Fiscal da Coomigasp e será feito o fechamento do quadro social da Cooperativa.
Postado por Laércio Ribeiro às 21:38

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ouro de tolo !

PARCERIA COOMIGASP COLOSSUS
2011-10-12 18:04
postado por João Lepos
CAPÍTULO I ► ESQUEMA COLOSSUS

No início de 2006, depois de cumpridas as exigências impostas pelo Governo Federal para outorga do Direito Minerário à COOMIGASP, a notícia se espalhou no meio mineral, aguçando a ambição de oportunistas caçadores de oportunidades que perambulavam entre o DNPM e o MME. Com o objetivo de participar do projeto de exploração da mina de Serra Pelada, o assíduo freqüentador do MME e DNPM, Geólogo Pérsio Mandetta e o Administrador de Empresas Demien Miranda Feitosa, fundaram em 24/05/2006, em Belo Horizonte, a Colossus Geologia e Participações Ltda, com capital social de R$ 1.000,000 (mil reais). Pérsio Mandetta, para conseguir seus objetivos através da COLOSSUS, teve que arquitetar um plano, que passamos a chamar de “ESQUEMA COLOSSUS” ou simplesmente “ESQUEMA”.

Em Belo Horizonte, na mesma época, a recém-nascida COLOSSUS criava asas, em Serra Pelada, a COOMIGASP, no dia 09/07/2006, realizou uma tumultuada Assembléia Geral, elegeu irregularmente uma nova Diretoria, com Valdemar Pereira Falcão na Presidência, iniciando um mandato que, de promissor passou a ser trágico. Principalmente pela “aliança” feita com a COLOSSUS.

A COLOSSUS foi evoluindo conforme pode ser verificado na Junta Comercial de Minas Gerais. Passou por uma fase preparatória, realizou alterações em seu Contrato Social e no Estatuto, em 01/08/2006, 01/02/2007 e 24/05/2007. Depois de firmada a parceria com a COOMIGASP em 08/07/2007, mais alterações no Contrato Social e no Estatuto da COLOSSUS foram efetuadas em 28/08/2007, 20/09/2007, 04/12/2007, e assim, de alteração em alteração a COLOSUS chegou a sua 15ª alteração contratual em 29/06/2010. Quando o Sr. MANDETTA aproximou-se da Diretoria da COOMIGASP, ainda em 2006, a “jovem” COLOSSUS tinha alguns meses de existência. Em 01/03/2007, dia da publicação do Alvará de Pesquisa nº 1485, de 28/02/2007, a COLOSSUS tinha apenas nove (9) meses de vida. Para conseguir seus “objetivos”, foi necessário desenvolver um “trabalho” para conquistar a confiança dos garimpeiros.

O "ESQUEMA" em Serra Pelada, começou no final de 2006. Durante a fase anterior à PROPOSTA, no início de 2007, em várias visitas a Serra Pelada, Pérsio Mandetta, Heleno Costa e outros intensificaram sua atuação visando conquistar os componentes da então Diretoria e seus mais próximos aliados. Em março de 2007, de um lado, estava a COOMIGASP legalmente habilitada através do Alvará de Pesquisa nº 1485 a realizar pesquisa na área dos 100 hectares com excelente histórico de exploração mineral realizada nos anos 80. Do outro lado estava a COLOSSUS, representada pelo próprio Sr. Mandetta liderando um grupo de “especialistas” em mineração, focada na futura PARCERIA com a COOMIGASP.

O EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA AGO, de 12/03/2007, foi publicado para realização de Assembléia Geral Ordinária, sem, no entanto, incluir na Ordem do Dia, convite às empresas mineradoras interessadas na exploração da mina. Nesta data, a COLOSSUS ainda não estava suficientemente “preparada” para assumir compromisso com a COOMIGASP.

ENTREGA DO RELATÓRIO DE PESQUISA DA CVRD À COLOSSUS - Conforme acordo firmado anteriormente entre a CVRD e COOMIGASP, o relatório da pesquisa realizada pela CVRD na área do Alvará nº 1485, foi cedido pelo DNPM à COOMIGASP e imediatamente repassado ao Geólogo Pérsio Mandetta, que “gentilmente” analisou e orientou tecnicamente a Diretoria sobre o potencial mineral e como “aproveitá-lo”. O citado relatório acusa a existência de mais de 19 (dezenove) toneladas de ouro, 6 (seis) toneladas de paládio e 5 (cinco) toneladas de platina.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA AGE, de 05/06/2007 - Depois da 3ª (terceira) alteração do Contrato e Estatuto da COLOSSUS, de 24/05/2007, depois de conhecido pela COLOSSUS, do potencial mineral acusado na pesquisa realizada pela CVRD, em comum acordo entre COLOSSUS e COOMIGASP, esta publicou Edital de Convocação, em 05/06/2007, para realização de Assembléia Geral para apresentação de propostas, estando expirado o prazo de sessenta (60) dias para início dos trabalhos de pesquisa estabelecido no item III do Alvará de Pesquisa nº 1485, de 28/02/2007. Com total desrespeito ao Estatuto Social da COOMIGASP, a Assembléia Geral Extraordinária realizada em 08/07/2007 presidida pelo Sr Valdemar Falcão, principal responsável pela implantação do “ESQUEMA COLOSSUS”, aprovou irregularmente a PROPOSTA COMERCIAL DA COLOSSUS.

ENTREGA DO MATERIAL DE PESQUISA DA CVRD À COLOSSUS - Após a irregular aprovação da PROPOSTA COMERCIAL e assinado o CONTRATO de PARCERIA em 16/07/2007, a CVRD entregou à COOMIGASP, os testemunhos das pesquisas dos anos oitenta referente aos relatórios das pesquisas entregues anteriormente pelo DNPM. Imediatamente, a COOMIGASP os repassou para a COLOSSUS, isto é, para o Sr. Mandetta e sua equipe. Eram algumas toneladas de testemunhos das amostras da pesquisa antiga, que foram filmados, fotografados, reamostrado, reanalisado, enfim, foi realizado um trabalho, resultando na captação de alguns milhões de reais de investidores canadenses, recursos suficientes para dar sustentação financeira ao “ESQUEMA” e iniciar a pesquisa em Serra Pelada.

SAÍDA DE PÉRSIO MANDETTA DA COLOSSUS - Depois da implantação da COLOSSUS em Serra Pelada, em 20/09/2007, Pérsio Mandetta vende a única quota que possuía na COLOSSUS, sai da sociedade, deixando um imbróglio para a sociedade. Passou a comandar as atividades da COLOSSUS, Heleno Costa, responsável pela continuidade do “ESQUEMA” em Serra Pelada.

ELIMINAÇÃO DE CONCORRENTES NA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS - O funesto “ESQUEMA” articulado por Mandetta, conseguiu eliminar qualquer possibilidade de participação de concorrentes na apresentação de propostas na AGE realizada em 08/07/2007. Sem concorrente, com ameaças e chantagens, com grande empenho do Presidente Valdemar Falcão, a PROPOSTA DA COLOSSUS foi irregularmente aprovada. Para exemplificar, citamos a negociação da COLOSSUS com a FHOENIX realizada no dia 28/06/2007, 10 (dez) dias antes da realização da Assembléia Geral de 08/07/2007, e um dia antes da publicação do documento chamado AVISO, convite às empresas interessadas na exploração da mina. Naquele dia, 28/06/2007, a COLOSSUS firmou Contrato de Parceria com a PHOENIX GEMS DO BRASIL LTDA, evitando proposta de um concorrente interessado.

A PHOENIX GEMS DO BRASIL LTDA, em 05/06/2004 celebrou Contrato de Parceria com a COOMIGASP, porém, naquela data, pela falta de autorização ou concessão mineraria outorgado pelo DNPM, não foi possível executar o contrato firmado. Sabendo desta pendência, a COLOSSUS para evitar apresentação de uma proposta da FHOENIX, negociou com a referida empresa, evitando sua participação na concorrência. Se agisse de boa fé, a Diretoria da COOMIGASP teria formalizado convite especial à PHOENIX, estabelecendo que a não apresentação de proposta no prazo estabelecido, estaria a PHOENIX desistindo da parceria, inclusive com renuncia a todo e qualquer eventual direito relativo ao Contrato de 05/06/2004. Da mesma forma, se apresentar proposta, estará aceitando as novas regras impostas, e renunciando a todo e qualquer eventual direito referente ao Contrato anteriormente firmado.

IRREGULARIDADES NA ELEIÇÃO DE GESSÉ SIMÃO - O “ESQUEMA” conseguiu em janeiro de 2009, com muita articulação, influir decisivamente na eleição da atual Diretoria. Destituída a Diretoria presidida por Valdemar Pereira Falcão, instalou-se uma intervenção por decisão judicial da Desembargadora Maria Rita Lima Xavier. O interventor nomeado pela Desembargadora por indicação do Ministro Edson Lobão, Cel. Guilherme Baptista Ventura, realizou Assembléia Geral em 25/01/2009, elegendo a atual Diretoria. Dos 11 (onze) candidatos componentes da chapa da COLOSSUS, 8 (oito) eram ex-Diretores recém destituídos pela prática de irregularidades. Apesar da impugnação apresentada por uma das chapas concorrentes, como esperado, a impugnação foi rejeitada pela Comissão Eleitoral composta somente por membros do “ESQUEMA”: Presidente da Comissão Eleitoral, Lauro da Costa Neri Filho, Contratado da COOMIGASP; Secretário da Comissão Eleitoral, Nilson do Espírito Santo Coelho, Secretário da Comissão Interventora; e Membro da Comissão Eleitoral, Vilma Rosa Leal Sousa, Advogada Contratada da COOMIGASP. A Assembléia transcorreu de acordo com os anseios da COLOSSUS, foi eleita a atual Diretoria presidida por Gessé Simão de Melo.

MAIS IRREGULARIDADES NA ELEIÇÃO DE GESSÉ SIMÃO - Ainda, o ”ESQUEMA” gastou R$ 224.300,00 (duzentos e vinte e quatro mil e duzentos reais) relativos ao pagamento de 8 (oito) VANS, 1 (um) micro-ônibus e 69 (sessenta e nove) ônibus para transportar aproximadamente 3.200 (três mil e duzentos) associados, correspondente a 70% dos 4.565 (quatro mil, quinhentos e sessenta e cinco) associados que estiveram presentes na referida Assembléia Geral, garantindo desta forma, a eleição da atual Diretoria. Tais despesas foram ressarcidas pela COOMIGASP à COLOSSUS e contabilizadas no dia 27/03/2009, podendo ser comprovadas analisando os recibos de despesas que podem ser encontrados nos arquivos da Contabilidade da COOMIGASP.

COMPROMETIMENTO DA COMISSÃO INTERVENTORA NA ELEIÇÃO DE GESSÉ - O comprometimento da Comissão Interventora foi tão evidente que, tendo o Interventor encontrado o caixa da Cooperativa sem nenhum real, arrecadou no período da intervenção em mensalidades, R$ 182.731,00 (cento e oitenta e dois mil, setecentos e trinta e um reais), gastou no mesmo período R$ 238.427,15 (duzentos e trinta e oito mil quatrocentos e vinte e sete reais e quinze centavos). Sem recursos, operou no vermelho em mais de R$ 55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais), ainda assim, contratou os veículos acima citados, contratou alimentos para mais de 10.000 (dez mil) pessoas, e outras despesas. Os fornecedores receberam à vista. De onde saíram tais recursos? Da COLOSSUS, sendo ressarcidos ou “acertados” com a Diretoria da COOMIGASP 60 (sessenta) dias depois, final de março de 2009.

ADMINISTRAÇÃO GESSÉ SIMÃO - Eleito, Gessé Simão de Melo, com mão de ferro, com autoritarismo, prepotência, descompromissado com os garimpeiros, comprometido com a COLOSSUS, passou a trabalhar no sentido de dar legalidade ao irregular CONTRATO DE PARCERIA assinado por Valdemar Falcão em 16/07/2007 com as mudanças pretendidas pela COLOSSUS, principalmente as alterações na forma do cálculo e pagamentos dos prêmios.

RECURSOS FINANCEIROS DA COLOSSUS - A COLOSSUS Canadense atua no mercado de ações do Canadá, capta recursos e os investe em projetos de seu interesse. O fato é que a COLOSSUS do Canadá, usa do prestígio de Serra Pelada, famosa mundialmente pelo seu potencial de ouro e outros metais nobres, vende ações no mercado internacional, conforme podemos ver nos informativos publicados na Internet, no site: WWW.colossusminerals.com Para exemplificar, citamos a matéria publicada no referido site: Toronto, Ontário, 17 de dezembro de 2009 - Colossus Minerals Inc. (TSX:CSI) e COOMIGASP, sócias no empreendimento Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral - SPCDM, anunciam que receberam aprovação, pelo DNPM, do Relatório Final de Pesquisa do Projeto Serra Pelada. A aprovação do Relatório Final de Pesquisa do Projeto Serra Pelada, representa mais um importante passo rumo à implantação do Projeto de Exploração Mineral no Brasil. A SPCDM é um empreendimento operacionalizado pela Colossus (75%) e COOMIGASP (25%), cujo depósito com altos teores de ouro, platina e paládio se localizam no Estado do Pará, Brasil. No mesmo informativo, um pouco abaixo, continuam: Depois do recebimento dos fundos referentes à 5.965.625 ações, autorizadas e comercializadas em novembro de 2009, melhorou a situação financeira da companhia, atualmente com R$ 103 milhão, em caixa. Conforme pode ser comprovado no site da COLOSSSUS, fazem propaganda do nosso potencial minerário, destacam na Internet depósitos com altos teores de ouro, platina e paládio, publicam resultados de análises com espetaculares teores de ouro, paládio e platina.

VALORIZAÇÃO DAS AÇÕES DA COLOSSUS - Depois do anúncio, em 2007, da constituição da parceria da COLOSSUS com a COOMIGASP, as ações da Colossus canadense tiveram grande valorização. As ações são vendidas pela canadense Colossus Minerals Inc., que lucra com o Projeto Serra Pelada, em contrapartida, além de promover discórdia entre nosso povo, tomam o patrimônio dos brasileiros, perpetuando a miséria entre os garimpeiros. Para manter sistema tão perverso e cruel, corrompem, aliciam, enganam, tomam o patrimônio dos próprios garimpeiros, em sua maioria idosos analfabetos ou semi-analfabetos.

GANÂNCIA DESENFREADA - Como sabemos a ganância dos capitalistas acostumados a lucros fáceis, não têm limites, inconseqüentes, intimidam, amedrontam tudo fazem para conseguir seus objetivos, inclusive, partem para ações extremas. Nosso caso não é diferente, há pessoas em perigo, são bilhões de reais envolvidos. No passado, vários companheiros foram sacrificados, permanecendo impunes os mandantes e executantes. Sequer um foi julgado. Não há como justificar a necessidade da elevação da participação da COLOSSUS na PARCERIA. Os recursos investidos têm sua origem no patrimônio dos garimpeiros, ou seja, além do nome e do prestígio de Serra Pelada, contaram também, como reforço, do relatório de pesquisa e dos testemunhos remanescentes da pesquisa realizada pela CVRD na década de oitenta. O grupo mafioso nada investiu, são exploradores, ambiciosos, gananciosos. Nestas condições, pode-se afirmar que o percentual de 51% para a COLOSSUS é muito elevado. Conhecimento e tecnologia não custam tanto. Profissionais no mercado existem.

LUCRO EXORBITANTE DA COLOSSUS - No futuro, a SPCDM vai transferir 75% dos lucros à COLOSSUS. Os beneficiários da exploração do minério brasileiro serão os canadenses. Nós brasileiros ficaremos com a miséria e suas mazelas. Conforme visto, em julho de 2007, foi aprovada a constituição da PARCERIA COOMIGASP COLOSSUS, com a participação de 49% para a COOMIGASP e 51% para COLOSSUS. Desde então, a COLOSSUS Canadense vem negociando ações na Bolsa de Valores do Canadá, captando recursos. Parte desses recursos foi investida em pesquisa, parte na implantação do projeto mineral e despesas afins, e parte está sendo utilizado para aliciar, corromper, praticar irregularidades, enfim, para financiar o “ESQUEMA”. Neste quadro, com investimentos oriundos dos recursos captados na Bolsa de Valores do Canadá, através do prestigio do nome e da fama de Serra Pelada, no mínimo, a COOMIGASP deveria ficar com 49%, sem investimentos e despesas, conforme combinado no início. Serra Pelada só tem uma. O que aí está é o resultado da incompetência e da ganância.

CONCLUSÃO - A COLOSSUS fundada por especialistas na área de mineração com transito livre no DNPM e Ministério das Minas e Energia, foi criada visando especificamente para realizar parceria com a COOMIGASP, ou seja, foi criada para dar um golpe nos garimpeiros de Serra Pelada. Com apoio da Diretoria da COOMIGASP, do DNPM, do MME e de falsos garimpeiros, não foi difícil conseguir seu objetivo.

A FORÇA DA SOCIEDADE - A Diretoria da COOMIGASP afirma que tudo foi aprovado pelos associados nas Assembléias Gerais realizadas. O mesmo argumenta COLOSSUS e SPCDM. O Ministro das Minas e Energia, através do TERMO DE COMPROMISSO, de 04/05/2010, mandou realizar outra Assembléia Geral para tornar válidas todas as irregularidades praticadas por Valdé e por Gessé. Portanto companheiros, se tudo que fizeram foi com apoio da Assembléia Geral, está provado mais uma vêz, que a força da COOMIGASP está nos asssociados. A decisão dos associados é soberana. A sociedade é quem elege e tira Diretoria. Qualquer mudança em qualqeuer Cooperativa pode ser realizada por meio dos associados, desde que de acordo com o Estatuto Social. SE QUEREMOS MUDANÇA, ESTÁ NA HORA DE AGIR.

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Ouro de tolo !

PARCERIA COOMIGASP COLOSSUS
2011-10-12 18:04
postado por João Lepos
CAPÍTULO I ► ESQUEMA COLOSSUS

No início de 2006, depois de cumpridas as exigências impostas pelo Governo Federal para outorga do Direito Minerário à COOMIGASP, a notícia se espalhou no meio mineral, aguçando a ambição de oportunistas caçadores de oportunidades que perambulavam entre o DNPM e o MME. Com o objetivo de participar do projeto de exploração da mina de Serra Pelada, o assíduo freqüentador do MME e DNPM, Geólogo Pérsio Mandetta e o Administrador de Empresas Demien Miranda Feitosa, fundaram em 24/05/2006, em Belo Horizonte, a Colossus Geologia e Participações Ltda, com capital social de R$ 1.000,000 (mil reais). Pérsio Mandetta, para conseguir seus objetivos através da COLOSSUS, teve que arquitetar um plano, que passamos a chamar de “ESQUEMA COLOSSUS” ou simplesmente “ESQUEMA”.

Em Belo Horizonte, na mesma época, a recém-nascida COLOSSUS criava asas, em Serra Pelada, a COOMIGASP, no dia 09/07/2006, realizou uma tumultuada Assembléia Geral, elegeu irregularmente uma nova Diretoria, com Valdemar Pereira Falcão na Presidência, iniciando um mandato que, de promissor passou a ser trágico. Principalmente pela “aliança” feita com a COLOSSUS.

A COLOSSUS foi evoluindo conforme pode ser verificado na Junta Comercial de Minas Gerais. Passou por uma fase preparatória, realizou alterações em seu Contrato Social e no Estatuto, em 01/08/2006, 01/02/2007 e 24/05/2007. Depois de firmada a parceria com a COOMIGASP em 08/07/2007, mais alterações no Contrato Social e no Estatuto da COLOSSUS foram efetuadas em 28/08/2007, 20/09/2007, 04/12/2007, e assim, de alteração em alteração a COLOSUS chegou a sua 15ª alteração contratual em 29/06/2010. Quando o Sr. MANDETTA aproximou-se da Diretoria da COOMIGASP, ainda em 2006, a “jovem” COLOSSUS tinha alguns meses de existência. Em 01/03/2007, dia da publicação do Alvará de Pesquisa nº 1485, de 28/02/2007, a COLOSSUS tinha apenas nove (9) meses de vida. Para conseguir seus “objetivos”, foi necessário desenvolver um “trabalho” para conquistar a confiança dos garimpeiros.

O "ESQUEMA" em Serra Pelada, começou no final de 2006. Durante a fase anterior à PROPOSTA, no início de 2007, em várias visitas a Serra Pelada, Pérsio Mandetta, Heleno Costa e outros intensificaram sua atuação visando conquistar os componentes da então Diretoria e seus mais próximos aliados. Em março de 2007, de um lado, estava a COOMIGASP legalmente habilitada através do Alvará de Pesquisa nº 1485 a realizar pesquisa na área dos 100 hectares com excelente histórico de exploração mineral realizada nos anos 80. Do outro lado estava a COLOSSUS, representada pelo próprio Sr. Mandetta liderando um grupo de “especialistas” em mineração, focada na futura PARCERIA com a COOMIGASP.

O EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA AGO, de 12/03/2007, foi publicado para realização de Assembléia Geral Ordinária, sem, no entanto, incluir na Ordem do Dia, convite às empresas mineradoras interessadas na exploração da mina. Nesta data, a COLOSSUS ainda não estava suficientemente “preparada” para assumir compromisso com a COOMIGASP.

ENTREGA DO RELATÓRIO DE PESQUISA DA CVRD À COLOSSUS - Conforme acordo firmado anteriormente entre a CVRD e COOMIGASP, o relatório da pesquisa realizada pela CVRD na área do Alvará nº 1485, foi cedido pelo DNPM à COOMIGASP e imediatamente repassado ao Geólogo Pérsio Mandetta, que “gentilmente” analisou e orientou tecnicamente a Diretoria sobre o potencial mineral e como “aproveitá-lo”. O citado relatório acusa a existência de mais de 19 (dezenove) toneladas de ouro, 6 (seis) toneladas de paládio e 5 (cinco) toneladas de platina.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA AGE, de 05/06/2007 - Depois da 3ª (terceira) alteração do Contrato e Estatuto da COLOSSUS, de 24/05/2007, depois de conhecido pela COLOSSUS, do potencial mineral acusado na pesquisa realizada pela CVRD, em comum acordo entre COLOSSUS e COOMIGASP, esta publicou Edital de Convocação, em 05/06/2007, para realização de Assembléia Geral para apresentação de propostas, estando expirado o prazo de sessenta (60) dias para início dos trabalhos de pesquisa estabelecido no item III do Alvará de Pesquisa nº 1485, de 28/02/2007. Com total desrespeito ao Estatuto Social da COOMIGASP, a Assembléia Geral Extraordinária realizada em 08/07/2007 presidida pelo Sr Valdemar Falcão, principal responsável pela implantação do “ESQUEMA COLOSSUS”, aprovou irregularmente a PROPOSTA COMERCIAL DA COLOSSUS.

ENTREGA DO MATERIAL DE PESQUISA DA CVRD À COLOSSUS - Após a irregular aprovação da PROPOSTA COMERCIAL e assinado o CONTRATO de PARCERIA em 16/07/2007, a CVRD entregou à COOMIGASP, os testemunhos das pesquisas dos anos oitenta referente aos relatórios das pesquisas entregues anteriormente pelo DNPM. Imediatamente, a COOMIGASP os repassou para a COLOSSUS, isto é, para o Sr. Mandetta e sua equipe. Eram algumas toneladas de testemunhos das amostras da pesquisa antiga, que foram filmados, fotografados, reamostrado, reanalisado, enfim, foi realizado um trabalho, resultando na captação de alguns milhões de reais de investidores canadenses, recursos suficientes para dar sustentação financeira ao “ESQUEMA” e iniciar a pesquisa em Serra Pelada.

SAÍDA DE PÉRSIO MANDETTA DA COLOSSUS - Depois da implantação da COLOSSUS em Serra Pelada, em 20/09/2007, Pérsio Mandetta vende a única quota que possuía na COLOSSUS, sai da sociedade, deixando um imbróglio para a sociedade. Passou a comandar as atividades da COLOSSUS, Heleno Costa, responsável pela continuidade do “ESQUEMA” em Serra Pelada.

ELIMINAÇÃO DE CONCORRENTES NA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS - O funesto “ESQUEMA” articulado por Mandetta, conseguiu eliminar qualquer possibilidade de participação de concorrentes na apresentação de propostas na AGE realizada em 08/07/2007. Sem concorrente, com ameaças e chantagens, com grande empenho do Presidente Valdemar Falcão, a PROPOSTA DA COLOSSUS foi irregularmente aprovada. Para exemplificar, citamos a negociação da COLOSSUS com a FHOENIX realizada no dia 28/06/2007, 10 (dez) dias antes da realização da Assembléia Geral de 08/07/2007, e um dia antes da publicação do documento chamado AVISO, convite às empresas interessadas na exploração da mina. Naquele dia, 28/06/2007, a COLOSSUS firmou Contrato de Parceria com a PHOENIX GEMS DO BRASIL LTDA, evitando proposta de um concorrente interessado.

A PHOENIX GEMS DO BRASIL LTDA, em 05/06/2004 celebrou Contrato de Parceria com a COOMIGASP, porém, naquela data, pela falta de autorização ou concessão mineraria outorgado pelo DNPM, não foi possível executar o contrato firmado. Sabendo desta pendência, a COLOSSUS para evitar apresentação de uma proposta da FHOENIX, negociou com a referida empresa, evitando sua participação na concorrência. Se agisse de boa fé, a Diretoria da COOMIGASP teria formalizado convite especial à PHOENIX, estabelecendo que a não apresentação de proposta no prazo estabelecido, estaria a PHOENIX desistindo da parceria, inclusive com renuncia a todo e qualquer eventual direito relativo ao Contrato de 05/06/2004. Da mesma forma, se apresentar proposta, estará aceitando as novas regras impostas, e renunciando a todo e qualquer eventual direito referente ao Contrato anteriormente firmado.

IRREGULARIDADES NA ELEIÇÃO DE GESSÉ SIMÃO - O “ESQUEMA” conseguiu em janeiro de 2009, com muita articulação, influir decisivamente na eleição da atual Diretoria. Destituída a Diretoria presidida por Valdemar Pereira Falcão, instalou-se uma intervenção por decisão judicial da Desembargadora Maria Rita Lima Xavier. O interventor nomeado pela Desembargadora por indicação do Ministro Edson Lobão, Cel. Guilherme Baptista Ventura, realizou Assembléia Geral em 25/01/2009, elegendo a atual Diretoria. Dos 11 (onze) candidatos componentes da chapa da COLOSSUS, 8 (oito) eram ex-Diretores recém destituídos pela prática de irregularidades. Apesar da impugnação apresentada por uma das chapas concorrentes, como esperado, a impugnação foi rejeitada pela Comissão Eleitoral composta somente por membros do “ESQUEMA”: Presidente da Comissão Eleitoral, Lauro da Costa Neri Filho, Contratado da COOMIGASP; Secretário da Comissão Eleitoral, Nilson do Espírito Santo Coelho, Secretário da Comissão Interventora; e Membro da Comissão Eleitoral, Vilma Rosa Leal Sousa, Advogada Contratada da COOMIGASP. A Assembléia transcorreu de acordo com os anseios da COLOSSUS, foi eleita a atual Diretoria presidida por Gessé Simão de Melo.

MAIS IRREGULARIDADES NA ELEIÇÃO DE GESSÉ SIMÃO - Ainda, o ”ESQUEMA” gastou R$ 224.300,00 (duzentos e vinte e quatro mil e duzentos reais) relativos ao pagamento de 8 (oito) VANS, 1 (um) micro-ônibus e 69 (sessenta e nove) ônibus para transportar aproximadamente 3.200 (três mil e duzentos) associados, correspondente a 70% dos 4.565 (quatro mil, quinhentos e sessenta e cinco) associados que estiveram presentes na referida Assembléia Geral, garantindo desta forma, a eleição da atual Diretoria. Tais despesas foram ressarcidas pela COOMIGASP à COLOSSUS e contabilizadas no dia 27/03/2009, podendo ser comprovadas analisando os recibos de despesas que podem ser encontrados nos arquivos da Contabilidade da COOMIGASP.

COMPROMETIMENTO DA COMISSÃO INTERVENTORA NA ELEIÇÃO DE GESSÉ - O comprometimento da Comissão Interventora foi tão evidente que, tendo o Interventor encontrado o caixa da Cooperativa sem nenhum real, arrecadou no período da intervenção em mensalidades, R$ 182.731,00 (cento e oitenta e dois mil, setecentos e trinta e um reais), gastou no mesmo período R$ 238.427,15 (duzentos e trinta e oito mil quatrocentos e vinte e sete reais e quinze centavos). Sem recursos, operou no vermelho em mais de R$ 55.000,00 (cinqüenta e cinco mil reais), ainda assim, contratou os veículos acima citados, contratou alimentos para mais de 10.000 (dez mil) pessoas, e outras despesas. Os fornecedores receberam à vista. De onde saíram tais recursos? Da COLOSSUS, sendo ressarcidos ou “acertados” com a Diretoria da COOMIGASP 60 (sessenta) dias depois, final de março de 2009.

ADMINISTRAÇÃO GESSÉ SIMÃO - Eleito, Gessé Simão de Melo, com mão de ferro, com autoritarismo, prepotência, descompromissado com os garimpeiros, comprometido com a COLOSSUS, passou a trabalhar no sentido de dar legalidade ao irregular CONTRATO DE PARCERIA assinado por Valdemar Falcão em 16/07/2007 com as mudanças pretendidas pela COLOSSUS, principalmente as alterações na forma do cálculo e pagamentos dos prêmios.

RECURSOS FINANCEIROS DA COLOSSUS - A COLOSSUS Canadense atua no mercado de ações do Canadá, capta recursos e os investe em projetos de seu interesse. O fato é que a COLOSSUS do Canadá, usa do prestígio de Serra Pelada, famosa mundialmente pelo seu potencial de ouro e outros metais nobres, vende ações no mercado internacional, conforme podemos ver nos informativos publicados na Internet, no site: WWW.colossusminerals.com Para exemplificar, citamos a matéria publicada no referido site: Toronto, Ontário, 17 de dezembro de 2009 - Colossus Minerals Inc. (TSX:CSI) e COOMIGASP, sócias no empreendimento Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral - SPCDM, anunciam que receberam aprovação, pelo DNPM, do Relatório Final de Pesquisa do Projeto Serra Pelada. A aprovação do Relatório Final de Pesquisa do Projeto Serra Pelada, representa mais um importante passo rumo à implantação do Projeto de Exploração Mineral no Brasil. A SPCDM é um empreendimento operacionalizado pela Colossus (75%) e COOMIGASP (25%), cujo depósito com altos teores de ouro, platina e paládio se localizam no Estado do Pará, Brasil. No mesmo informativo, um pouco abaixo, continuam: Depois do recebimento dos fundos referentes à 5.965.625 ações, autorizadas e comercializadas em novembro de 2009, melhorou a situação financeira da companhia, atualmente com R$ 103 milhão, em caixa. Conforme pode ser comprovado no site da COLOSSSUS, fazem propaganda do nosso potencial minerário, destacam na Internet depósitos com altos teores de ouro, platina e paládio, publicam resultados de análises com espetaculares teores de ouro, paládio e platina.

VALORIZAÇÃO DAS AÇÕES DA COLOSSUS - Depois do anúncio, em 2007, da constituição da parceria da COLOSSUS com a COOMIGASP, as ações da Colossus canadense tiveram grande valorização. As ações são vendidas pela canadense Colossus Minerals Inc., que lucra com o Projeto Serra Pelada, em contrapartida, além de promover discórdia entre nosso povo, tomam o patrimônio dos brasileiros, perpetuando a miséria entre os garimpeiros. Para manter sistema tão perverso e cruel, corrompem, aliciam, enganam, tomam o patrimônio dos próprios garimpeiros, em sua maioria idosos analfabetos ou semi-analfabetos.

GANÂNCIA DESENFREADA - Como sabemos a ganância dos capitalistas acostumados a lucros fáceis, não têm limites, inconseqüentes, intimidam, amedrontam tudo fazem para conseguir seus objetivos, inclusive, partem para ações extremas. Nosso caso não é diferente, há pessoas em perigo, são bilhões de reais envolvidos. No passado, vários companheiros foram sacrificados, permanecendo impunes os mandantes e executantes. Sequer um foi julgado. Não há como justificar a necessidade da elevação da participação da COLOSSUS na PARCERIA. Os recursos investidos têm sua origem no patrimônio dos garimpeiros, ou seja, além do nome e do prestígio de Serra Pelada, contaram também, como reforço, do relatório de pesquisa e dos testemunhos remanescentes da pesquisa realizada pela CVRD na década de oitenta. O grupo mafioso nada investiu, são exploradores, ambiciosos, gananciosos. Nestas condições, pode-se afirmar que o percentual de 51% para a COLOSSUS é muito elevado. Conhecimento e tecnologia não custam tanto. Profissionais no mercado existem.

LUCRO EXORBITANTE DA COLOSSUS - No futuro, a SPCDM vai transferir 75% dos lucros à COLOSSUS. Os beneficiários da exploração do minério brasileiro serão os canadenses. Nós brasileiros ficaremos com a miséria e suas mazelas. Conforme visto, em julho de 2007, foi aprovada a constituição da PARCERIA COOMIGASP COLOSSUS, com a participação de 49% para a COOMIGASP e 51% para COLOSSUS. Desde então, a COLOSSUS Canadense vem negociando ações na Bolsa de Valores do Canadá, captando recursos. Parte desses recursos foi investida em pesquisa, parte na implantação do projeto mineral e despesas afins, e parte está sendo utilizado para aliciar, corromper, praticar irregularidades, enfim, para financiar o “ESQUEMA”. Neste quadro, com investimentos oriundos dos recursos captados na Bolsa de Valores do Canadá, através do prestigio do nome e da fama de Serra Pelada, no mínimo, a COOMIGASP deveria ficar com 49%, sem investimentos e despesas, conforme combinado no início. Serra Pelada só tem uma. O que aí está é o resultado da incompetência e da ganância.

CONCLUSÃO - A COLOSSUS fundada por especialistas na área de mineração com transito livre no DNPM e Ministério das Minas e Energia, foi criada visando especificamente para realizar parceria com a COOMIGASP, ou seja, foi criada para dar um golpe nos garimpeiros de Serra Pelada. Com apoio da Diretoria da COOMIGASP, do DNPM, do MME e de falsos garimpeiros, não foi difícil conseguir seu objetivo.

A FORÇA DA SOCIEDADE - A Diretoria da COOMIGASP afirma que tudo foi aprovado pelos associados nas Assembléias Gerais realizadas. O mesmo argumenta COLOSSUS e SPCDM. O Ministro das Minas e Energia, através do TERMO DE COMPROMISSO, de 04/05/2010, mandou realizar outra Assembléia Geral para tornar válidas todas as irregularidades praticadas por Valdé e por Gessé. Portanto companheiros, se tudo que fizeram foi com apoio da Assembléia Geral, está provado mais uma vêz, que a força da COOMIGASP está nos asssociados. A decisão dos associados é soberana. A sociedade é quem elege e tira Diretoria. Qualquer mudança em qualqeuer Cooperativa pode ser realizada por meio dos associados, desde que de acordo com o Estatuto Social. SE QUEREMOS MUDANÇA, ESTÁ NA HORA DE AGIR.

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os garimpeiros foram tapeados !

PARCERIA COOMIGASP COLOSSUS
2011-10-13 15:16
postado por João lepos

CAPITULO III ► ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, de 08/07/2007

Aprovou irregularmente a PROPOSTA COMERCIAL DA COLOSSUS.

No momento em que se passou a tratar do item 3 da Ordem do Dia do Edital de Convocação: Apresentação de Propostas das empresas interessadas em explorar a Mina, o representante da Colossus, Heleno Costa, leu na íntegra a Proposta Comercial apresentada por sua empresa.

Estatuto Social da COOMIGASP:

Artigo 31 – A Assembléia Geral dos associados é o órgão supremo da sociedade, dentro dos limites legais e estatutários, tendo poderes para decidir os negócios relativos ao objeto da sociedade e tomar as decisões convenientes ao desenvolvimento e defesa desta, e sua deliberação vincula a todos, ainda que ausentes ou discordantes.

Artigo 34 – Nos Editais de Convocação deverão constar:

d) a “Ordem do Dia” dos trabalhos, com as devidas especificações;

§ Único – Não é permitido o uso da expressão “Outros assuntos”, “O que ocorrer” ou quaisquer outras, só sendo permitido discutir na Assembléia Geral e votar os assuntos da Ordem do Dia expressa no Edital de Convocação, com toda transparência.

Portanto, a Assembléia Geral é soberana para decidir assunto devidamente citado na Ordem do Dia do Edital de Convocação, nos termos do Estatuto Social, Artigo 34, letra d, e Parágrafo Único.

O Presidente da COOMIGASP afirmou ser a Colossus a única empresa a apresentar proposta. Disse também que se a proposta não for aprovada, perderemos tudo, a COOMIGASP não tem recursos para realizar a pesquisa.

Quando foi anunciado que a Colossus teria a participação de 51% da empresa a ser criada, houve grande manifestação contrária, os associados esperavam uma proposta com participação majoritária da COOMIGASP.

O representante da Colossus, Heleno Costa, disse: “Serra Pelada é conhecida no mundo todo, vocês acreditam que aqui tem muito ouro, só a Colossus apresentou proposta, estamos aqui para negociar com vocês, se não querem, vamos embora”

Após muitas chantagens, o Presidente da COOMIGASP desacatando o Estatuto Social da entidade, Artigo 34, letra d e Parágrafo Único, encaminhou irregularmente para votação a Proposta Comercial da Colossus Geologia e Participações Ltda. Disse o Presidente: quem aprova, levante a mão.

Chantageados, acreditando não ter alternativa, os já cansados garimpeiros, em sua maioria sexagenária, foram induzidos a aprovar, desta forma, aprovaram ilegalmente a Proposta Comercial da Colossus.

Além de a Assembléia ser conduzida contrariando o Estatuto Social, não obedeceu também, aos exatos termos do Edital de Convocação, Apresentação de Propostas das empresas interessadas em explorar a Mina, colocaram em votação assunto que não constava da Ordem do Dia do Edital de Convocação, contrariando a letra d e parágrafo Único do Artigo 34 do Estatuto Social da COOMIGASP, “apresentação” não é “deliberação”.

Na Ata da referida Assembléia incluíram aprovação de assuntos não mencionados no Edital de Convocação, não citados na PROPOSTA COMERCIAL, não discutidos na AGE, desobedecendo mais uma vez o Estatuto Social, Artigo 37, transcrito abaixo:

Artigo 37 – Os trabalhos da Assembléia Geral serão lavrados em livro próprio, através de Ata circunstanciada, que será assinada pelo Presidente e pelo Secretário da Assembléia, e por quantos outros associados que manifestarem o desejo de fazê-lo.

Portanto a redação da Ata da Assembléia de 08/07/2007 não retrata a realidade dos fatos ocorridos na Assembléia, vício suficiente para torná-la inválida.

O encaminhamento da votação para aprovação deveria limitar-se aos assuntos inclusos na Ordem do Dia do Edital de Convocação, acatando e obedecendo aos parâmetros e condições fixados na PROPOSTA COMERCIAL apresentada.

Transcrevemos abaixo, o item 10 do Pedido de Auditoria, protocolizado no DNPM em 24/03/2010, Processo: 48400-000326/2010 – 17:

Ata da Assembléia Geral Extraordinária, de 08/07/2007.

Além da votação irregular durante a realização da Assembléia Geral, incluíram na Ata, eventos não ocorridos na Assembléia. O encaminhamento para votação que consta na Ata, não aconteceu na Assembléia Geral. O trecho da Ata “o Presidente Valdemar Falcão encaminhou a votação para a aprovação da proposta apresentada pela Colossus Geologia e Participações Ltda, e a autorização para que a Diretoria Administrativa negociasse e firmasse com a empresa o contrato definitivo de parceria, com a transferência do direito mineral do Alvará de nº 1485, Processo DNPM nº 850.425/1990, para a parceria, dentro dos parâmetros e condições fixados na proposta aprovada”, não é verdadeiro, foi acrescentado quando da redação da discutida Ata.

Salientamos que na Ordem do Dia do Edital de Convocação e na Proposta Comercial da Colossus não consta qualquer referência a transferência de Direito Mineral, portanto, não há nenhuma autorização legal dos cooperados autorizando a transferência do Direito Mineral do Alvará de Pesquisa nº 1485 para a SPCDM.

Portanto, qualquer condição diferente das contidas na PROPOSTA COMERCIAL deveria de imediato ser submetida à aprovação de nova Assembléia Geral devidamente convocada nos termos do Estatuto Social vigente.



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